Sexta-feira, Janeiro 7
Para a alegria da criançada, um remember.
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Terça-feira, Março 2
- Bom dia. Em quê posso ajudar?
- Bom dia... É... Por favor, eu gostaria de falar com a Tia Eda. Ela se encontra?
- Sou eu, querido. Pode falar.
- Ah, sim! Oi... Sabe, é que tem uma coisa... Com a esfiha...
- Algum problema com os nossos produtos?
- Não! É que... Sabe... Eu tô falando de oooutra esfiha.
- Espero que isso não seja nenhum tipo de brincadeira.
- Barangaricotirimírruaro!
- Meu Deus, o código. Ligue no ramal 696.
- Okey.
- Piii. Pronto, nesse ramal as conversas não são monitoradas.
- Acho que estamos seguros agora, EDANCÍLIA!
- Mas como sabe meu nome?!
- Achei que tivesse uma memória melhor. Eu te comi ontem à noite, porra.
- Como assim "eu te comi"? Eu não transei com ninguém ontem!
- Então você tá encalhada.
- Quê?!
- ENCALHADA!!!
- Pára com isso!
- E-N-C-A-L-H-A-D-A!!!!
- Pare agora mesmo! Quem é você?!
- Eu sou o morcego que voa na noite...
- Estou falando sério! Pare com as gracinhas!
- Okey, já parei.
- Primeiro, me diga quem é você.
- Eu sooou a luz das estrelas, eu sooou a cor do luar...
- Ah, meu Deus.
- Hahaha, tudo bem. Parei.
- Diga quem você é, agora.
- Eu sou...
- Quem é você?!?!
- Eeeu sooou...
- QUEM?!?!
- Sou, apenas.
- QUEM?!?!?!?!
- Eu sou um vibrador bem grande no teu cu, ENCALHADA!!!
- Aaah, se eu te pego...
- Não vai me pegar.
- Estou com seu número de telefone aqui no identificador de chamadas.
- Não tô nem ligando.
- Eu posso saber de onde você está ligando.
- Mas se eu não tô nem ligando para isso, como pode saber de onde eu tô ligando?
- Você entendeu, palhaço.
- Antes palhaço do que encalhado. ENCALHADAAA!!!
- Não tem mais o que fazer não, seu moleque?
- Sim. Tenho que ir comer umas tias encalhadas. Tá afim?
- Vá te catar.
- Pô, não fala assim não! Vamo lá, vai... Uminha...
- Não perco meu tempo com moleques.
- Pô, Tia Eda, na moral! Garotão, 25 anos, um metro e oitenta, malhadão de academia, bem dotado, experiência na área... Vai dispensar assim?
- Como vou saber se não está mentindo?
- Aeee, senti um interesse no ar.
- É, faz tempo que eu não cometo uma loucura dessas.
- Então você topa uminha comigo?
- Vai, eu topo.
- Então vai se foder VÉIA FILHA DA PUTA ENCALHADA!!!!!!!
tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu...
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Domingo, Agosto 24
Estava sobre fios de alta tensão que passavam numa avenida. Pulei sobre o teto de um ônibus que me levou até a praça da Santa Luzia, aqui de Taubaté. Desci do teto com a mesma facilidade; e aquilo pareceu natural a todos que viram. Havia uma loja de discos ali próximo. Entrei.
Era uma loja bem grande, tinha muitas camisetas na parede, com estampas em motivos metaleiros. Tinha várias estantes com vinis velhos. Olhava para tudo isso quando eu tropecei numa guitarra que estava largada no chão. Era um modelo stratocaster azul, cheia de adesivos. Fui devolvê-la ao balconista. Tudo perfeitamente corriqueiro se BRIAN MAY, o guitarrista do Queen, não estivesse atrás do balcão.
- Oi, achei essa guitarra jogada no chão, no meio dos vinis velhos...
- What? Meiouw?
- Ah! You don´t speak portuguese...
- Yeah...
- Ok, i found this guitar throwed away on the ground. I think here it´s a better place to the guitar [sic].
- Oh, thank you.
Depois disso, eu caí em uma daquelas fendas temporais de sonhos em que você vai parar em outro lugar, sem nexo nenhum. Agora estava numa fila de banco com um cheque rosa na mão. Chega uma atendente e me diz.
- Aí não é a fila do cheque rosa, é do amarelo.
Olho pra tabuleta da fila ao lado: CHEQUE ROSA. Ok, mudo de fila. Chega a minha vez.
- Não posso aceitar esse cheque.
Eu fiquei fudido.
- Como assim não pode? Ah, sabe do que mais? Passar bem!
- Peraí, não é bem assim. Você trouxe seus documentos?
Peguei o que parecia ser o meu RG; era cinza e bege e estava escrito REPUBLICA DE NEAJ e abaixo escrito a tradução, REPÚBLICA FEDERATIVA DO NEPAL [!]. Mostrei pra bancária e ela começou a fazer minha ficha e me perguntar se eu tinha visto novelas da Globo, do tipo "A Indomada", e se eu conhecia os atores.
De repente, era o meu quarto. Olhei pro relógio. Era 9:45 da manhã. Tinha um longo dia pela frente.
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Quinta-feira, Agosto 14
Isso aqui tá parecendo até o Desembucha... Não consigo postar nada que contenha mais de 5 frases. Só são publicados mesmo essas porcarias de posts minúsculos e eu me recuso a fazer posts a prestação.
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Quarta-feira, Agosto 13
Muito bem...
O blog mal começou e o seu Eduardo já está se achando o dono do pedaço, crente que isso aqui é a Merda do blog dele.
(sacou? hã? o trocadilho... viu?)
Fala sério, mermão!
Tá bem, vai... Eu tenho que assumir que perdi a prática e não tenho mais a menor habilidade de escrever nessa porcaria (acho que nunca tive), mas vamos deixar bem claro que quem manda nessa bagaça ainda sou eu!
E acho que nem a propaganda que o moskito fez adiantou de muito. Ainda são poucas as pessoas que liam essa porcaria antigamente que descobriram que o blog voltou. Também não vou faço mais questão disso não.
A gente temo é que escrever pra gente.
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Terça-feira, Agosto 12
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"Se for abraço eu também quero um beijiiinho... o seu sorriso eu quero mais e muito maaaiiis...
"Mergulhe nessa proteção, Sorriso, abra um sorriso feliz, dentes brancos, hálito puro..."
"Danette...
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Domingo, Agosto 10
Revival... ando sem inspiração...
Chamavam ele de Sr. Referência.
- Por que Sr. Referência ?
- Porque o cara é referência em tudo. Carreira, família, mulheres. Além de tudo o cara é pintoso.
- É mesmo.
- Vai ter um grande acontecimento aqui no restaurante hoje.
- O quê ?
- O Sr. Referência vem almoçar aqui.
- Sempre quis ver ele de perto.
Ele chegou. Seu terno era muito bem passado. Seu penteado impecável. Seus dentes brilhavam com o reflexo do sol. Ele realmente era um homem bonito.
- O senhor deseja couvert ?
- Cu o quê ?
- Couvert senhor.
- Me vê um desses.
- Aqui está o menu senhor.
- Porra. Isso aqui tá tudo em italiano. Me vê o menu em português, porra.
- Os nomes dos pratos estão em italiano, mas a descrição está em português senhor.
- Porra. Assim fica foda de escolher.
- Recomendo que o senhor experimente a nossa Muqueca de Siri Mole.
- Tá me zoando rapá ?
- Não senhor.
- Eu ouvi muito bem. Você disse que eu sou munheca e tenho piru mole.
- Não senhor.
- Me vê um rosbife, com arroz à grega e muito molho.
O garçom voltou para a cozinha.
- Esse Sr. Referência é muito mal educado.
- O cara é chato mas é importante. Não é todo dia que alguém do gabarito dele vem almoçar aqui. Vamos trabalhar.
Frases que o Sr. Referência soltou enquanto estava no restaurante:
“- Tá enchendo meu copo de novo por quê ? Por acaso eu pedi porra ?”
“- Porra. Foram matar o boi ? Demora pra caralho essa merda.”
“- Bom apetite é o caralho!”
“- Tá uma merda, e aí ? Vai fazer outro prato ?”
“- Me traz gelo porra!”
“- Esse rosbife tá com gosto de merda.”
“- Cadê o meu gelo, caralho!”
“- Tem uma mosca no meu prato...Hahaha. Te enganei. Otário.”
“- Garçom!...nada não...”
“- Volte sempre é o caralho!"
Realmente o Sr. Referência não era referência nenhuma quando se tratava de educação. Hahaha.
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Revival..
Imaginem o cara que tinha o maior CC do mundo. O nome dele era Marcos.
O cara tinha essa doença que não tinha olfato, então ele simplesmente nunca podia saber se estava com CC ou não.
Quando ele passava na rua as pessoas ficavam com os olhos lacrimejando, as crianças tossiam, as velhas tinham asma, os adultos diziam “Oh, meu Deus!”. Eu evitava isso tudo e simplesmente ia pro outro lado da rua. Ele tomava banho mas e daí, não adiantava, o CC era uma característica do corpo dele, uma doença mesmo, coisas de hormônio. Até a flor de plástico do banheiro dele morreu, os braços da cadeira que ele usa quando está no computador estão com uma aparência terrível, como se estivesse corroendo... enferrujando mesmo. Ele tem que trocar as camisas que ele usa a cada 6 meses, porque as mangas caíam depois de ficarem verdes. O Marcos conseguia com isso algumas vantagens. Era atendido mais rápido no banco, sentava sozinho no ônibus e ficava com as 2 cadeiras pra ele, além de que os chatos não insistiam muito em conversar com ele. Mas ao mesmo tempo ele sofria muito com as desvantagens.
Um dia ele pegou um vôo para Nova York. Os passageiros não estavam agüentando, pediram pra retirar o Marcos do avião. Eles tiveram que fazer um pouso forçado em Belém.
Foi nesse dia que Marcos ficou conhecido no Brasil. Sua foto saiu em todos os jornais. Souberam de seu caso na França. Ele viajou para Paris e lá consideraram o CC dele uma fragância sem igual. A Acqua di Gio pagou a ele 30 milhões de dólares para produzir a fragância “Markô” em série. Hoje o Marcos é milionário e vive na Riviera Francesa. De Terça a Quinta ele vai para o laboratório em Paris, correr em uma esteira e produzir litros e litros de sua fragância CC. Cada frasco de 30 ml custa 16 mil dólares. E tem gente que compra! Principalmente os franceses. Hoje a mania no mundo inteiro é ter um frasco de "Markô". Minha mãe mesmo já pediu um pro meu pai de Natal. Ela não me escuta quando eu insisto dizendo que aquilo é CC de um cara chamado Marcos. Ela acha graça dessa história, diz que é um boato idiota. Ninguém hoje lembra do Marcos e de seu CC, a Acqua di Gio encobriu toda a história. Mas eu sei muito bem que aquela porra é CC. E eu não uso aquela porra nem a pau. Apesar da mulherada se amarrar em homem que usa "Markô". Hoje eu não pego ninguém. Mas pelo menos mantenho a dignidade de nunca ter passado CC de um outro cara no meu cangote.
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